20070331

!!!!-

MSN

Desfaço-me sempre a rir com esta pleonástica redundante mensagem popup do Messenger : “Acabou de iniciar”!!!

´++º.

LASTRO

“It is said that a person drinking this liquor works to 100 years old well in Japan”
Valentine´s Day 2.14

Saltou-me do chão esta piccola mensagem que me deixou atónito a adivinhar o dia e o local em que a escreveram e trocaram; a tentar perceber o seu quase enigmático conteúdo e o porquê de a terem deixado cair, abandonada na Rua das Portas de Santo Antão!

º...

TATE

Ai, que sôfrego estou! Prenda de boa amiga via Londres e mais um bichinho de viagem despertado... é mau sentir-me sempre invejoso por todas estas viagens que me contam e em que não participo? Desforro-me! Mês que vem, quiças, irei a London! E obrigado, amiga AM, pelo Tate a Tate no topo do Hotel do Chiado : )

-...-.-.-..

MONHÉS PREGOEIROS

Se antes os havia a impingir contrafeitos relógios, icónicas flores e ridentes tapetes por todas as ruas, encontro-os agora empurrando-me convites e listas e cardápios de mil e um restaurantes indianos pela baixa toda. Agito a cabeça em ânsias de recusa e sigo pensando que se alguma vez aceitar o papel o terei que guardar aguardando pelo próximo caixote de lixo.

20070328

.,,,--.,,,


23(a)

inseguro de saber se nos gosta quem diz que nos gosta,
sinto-me
velho e gasto e sujo e feio

sempre há patamares que me surgem e neles escorrego,
caio, decaio, rebolo, desmaio
se me surge um espectro antigo amante

pode este estranho amigo não poder amar?
bom era se fora de pedra e então imbatível
impassível a estes toques
de amor de marés

20070311

,.,-,+´~´,,..~,

DANTES

Antes preenchia livros e livros de letras e de cor
Sucediam-se páginas e páginas brancas que contaminava febrilmente de traços
Materializando caracteres, esboçando emoções, construindo estórias, amontoando ideias

Mas eu os guardei e sobreveio agora um sentimento de ausência
De elo perdido, de necessidade de os ter outra vez, recuperados e expostos 

D’hoje a uma semana os recuperarei. Esboço agora um sorriso.

20070310

.,,.,--.,,,,....

CATARSIS RAPIDUS OU TB TU, BRUTUS?

a)
Fantas godamn bom e francesinha da praxe a acompanharapimentar o repasto fantástico.
Vistas a longa Prémio do Público, Taxidermia de Gyorgy Pálfi (Hun – Aus – Fra) e a Curta Prémio Méliès de Prata, Finkle’s Odyssey de Barney Clay (GB/UK).

b)
lux, london @ lx and its fucking suberb!
c)cinemateca em consumo desenfreado a florescer
visionados : Stromboli, Rossellini e Full Frontal de Steven Soderbergh

20070301

+´~´~+´~.-.-,.-,

CATARSIS MANIACUS

Feta de anos.
Crise de trabalho, merda. Crise emocional, maior merda ainda!
Divisão de fardos e de coisas acumuladas, a merda continua!
Novos colegas de casa (2), vai-se outro (1).
Adiro em pleno ao Electroclash : Miss Kitten, Ladytron, Peaches, Cansei de Ser Sexy...
Nova fase de Photoshop a brotar...

20070227

....,,,,.,.,.,..,.....

C [andanças] :

Acabei de fumar tabaco marroquino chamado Marquise.
Encontrei finalmente a minha webcam há muito perdida.
Poisei no ZDB e recusei uma casa na Estefânia!
Tive uma noitada de conversa sobre a virtude dos hologramas.
Histórias de vida que davam um filme e não um indiano qualquer!
Pergunto-me se vale a pena optar por um plano de saúde?
Desespero sem saber onde raio fica o Martinho da Arcada!!
Apresentei Black Cat White Cat a quem não o conhecia. Deliraram.

20070215

º~º~--------

FROM WILLIAM SHAKESPEARE

Já não sou virgem, ui. 
Vi um dos clássicos pela primeira vez e não doeu nem um pouco. 

Assisti hoje (escrevo isto à 1 da manhã mas só agora o posso postar) no Teatro da Trindade a uma interpretação credível, a uma iluminação competente e a uma cenografia depurada ligadas por um elenco de caras muito conhecidas - encabeçadas por João Lagarto como Mac Beth - e com interpretações variáveis: desde o ridículo overacting do Diogo Dória até ao jovem actor brilhante que me escapa o nome (a solo como porteiro do demónio). 

Já se perfila Hamlet (Trindade) e O Cerejal de Tchekov (Comuna) também a veura.

20070213

---..............................

a AnCerq

apaguei-me do HI5 para ver se me olvido daquela outra existência
prometo que não haverá por ali nenhum outro rafa

por Lisboa ainda, mas não para ficar
anda sempre este vosso num constante desassossego,
nunca encontrando poiso como o poeta cantava: Estou bem, onde não estou!
a oferenda não foi esquecida e não esmoreceu a vontade de a aproveitar
falta é tempo, esse maldito sorvedouro de boas permanências

reúne a malta e este se incluirá nela,
apresentando-se prontamente ao convite de há meses

como fecho deste poema 
relembro que podereis seguir os meus passos neste onde escrevo
e deixo um beijo e aquele abraço agora ainda virtuais, cego-cibernéticos
mas a materializar nessa Coimbra 

(bonita sim, mas na hora do reencontro)

Dª*`^)/

ICON

Faço uma busca ao acaso, procurando ícones que preencham esta minha ideia que trago comigo de um determinado projecto... 

Soubera eu que projecto fosse e a ideia tomaria então forma!

-----....,,,,,,

JANELAS SOLITÁRIAS EM LX 

Tenho que fotografar estas janelas soltas de Lisboa
Com velhotas de cara solitária
Sempre dependuradas
Em horas a fio desfiando pessoas que passam
Passantes descrevendo uma contagem decrescente terminável.

Encontro-as em Santa Marta e em Alfama,
Na Graça, Castelo e ainda no Bairro
Entrevejo-as entre roupa secando e plantas em flor impávidas
Por sobre ruas calçadas de milénios
Apertadas entre casas também elas velhas

Tenho que fotografar e guardar estas solitárias tristes

Num portfolio a que chamarei simplesmente de “Solidão”. *

* duma ideia para um trabalho fotográfico

||^^|^|^|

POEMA DO DESASSOSSEGO POR ALGO

Ai,
Como me atingiste com breves e difusas palavras
Das quais não vejo sentido nem alvo
Nem objectivo nem propósito
Apenas um acre sabor de mistério
De promessas de irei saber!

Ai,
E estas vãs tentativas de o pensar
Apenas deixam o significado mais distante
E não perscrutando das opacas palavras
Qualquer pequeno recortado sentido
Entrevendo nem uma pequena diáfana abertura
Por onde adivinhe qual esta ditosa tentação
Brumas enrodilhadas em tão curta mensagem!

Ai,
Terei que esperar que abras esse cofre
Essa desejada e oculta promissão
Com uma chave-de-necessito-saber,
Pois se atiraste a pedra ao rio
E esta ricocheteou três vezes em curiosidade sobre a água!

Ai,
E o mostres, nu e em pleno
Essa ansiada Pedra Filosofal que magicaste aí por Avalon
Santo Graal que busco desde hoje
Em suave frenesim de interesse!

20070211

*********

SIM!

20070202

~\~\~\

MACONHA E BASEADO

explicou-me finalmente um colega brasuca do meu colega de quarto brasuca a diferença entre maconha e baseado : maconha é mari e baseado é porro! Ah, dúvida resistente que deixou de ser permanente!

ç~ç~ç~ç~ç~ç~~~~~

UM COZIDO CURTO, FACHAVOR

entro num café para beber o meu habitual café curto e enquanto espero para ser atendido olho para um dístico afixado com o prato do dia escrito e peço, automaticamente : um cozido curto, fachavôr! 

Subliminar...

\\\\\\\\\\\~~~~~~~~~

O TREJEITO DO GAIJO - O MAU PROFISSIONAL 

palavras de rajada de machinegun metralhada tempestivamente
como detesto os seus chavões
como odeio os seus clichés, leitmotivs, frases feitas
a sua falta de cultura de trabalho e de entrega criativa
enfada-me tal presunçosa pessoa

=)=))))=)=====

O HOMEM DOS TIQUES

Desengonçado avança pelo rossio
Com mil e um tiques a arrastar
Idiossincrasias anedóticas
Meu conhecido daqui, conheço-lhe outro gesto habitual :
Chega-se a mim e crava um cigarro.

d.......(O)

MOBY DICK 

Assisti hoje (portantos, ontem, quinta-feira) à peça MOBY DICK no Teatro Municipal de São Luís, do homónimo conto de Herman Melville. Adorei tudo a partir do momento em que percebi que afinal não estava perante um musical - porque o segmento inicial assustou-me! 

De destacar ainda a sempre genial cenografia de João Mendes Ribeiro.

c---------------....----

A CURA 

Já dizia o Leonardo da Vinci : “senza giorno senza disegnare” ou algo assim. Aproprio-me das suas palavras e altero-as ao meu quotidiano; além de praticar a máxima descrita na citação ajunto-lhe ainda outro apótema meu : nenhum dia sem escrever!

JAM SESSION OF WORDS

Como se fosse a hora do texto pedido, a palavra dada segue o ritmo dos anseios de quem me pede um improviso de letras, um freestyle de frases numa jam session de vocábulos.

Agora segue estoutro tema: A CURA; que, se bem que tenha surgido encadeado numa sequência de dedos à mistura, onde se nomearam mindinhos, indicadores e outros dedões de permeio, merece, por si só, um destaque especial.

Gosto desta desgarrada. Agrada-me este desafio, dedico-o à Sissa, que me apresentou o tema.

Segue a cura. Segue The Cure.

A CURA

1. CURARE

O Curare é uma droga paralisante usada em pequenas doses para relaxamento muscular. O Curare era, a princípio, um veneno paralisante utilizado pelos índios americanos. Utiliza-se como fármaco para relaxamento muscular (por exemplo, no diagnóstico de dores de origens mascaradas por espasmos dos músculos).

Introduzo aqui esta definição sobre a substância “curare” porque acho muito interessante que, ao contrário do que possa dar a entender, estas palavras (cura e curare) cresceram paralelamente e têm - no seu princípio - o mesmo fim: o tratamento paliativo ou curativo.

2. CURA DO INDICADOR

Este doutor receita que se torne sinistra, ou seja, que escreva com a mão esquerda – vulgo, canhota! Ou melhor ainda, ambidestra, para assim alternar entre um e outro indicador, poupando então o referido massacrado dedo da mão direita.

3. A CURA

A cura para muitos males será ter muitos remédios?
Qual a cura deste achaque?
Je suis malade à la tête!Para grandes males, grandes remédios!
Entram os Xamãs com os seus talismãs, ritos, cantos, danças, possessões e vudus. 
Afrodisíacos, elixires, mezinhas, medicamentos, barbitúricos, ansiolíticos, profiláticos, paliativos, anestésicos, anti-depressivos, calmantes, fármacos, antibióticos e laxantes...

Tanta merda, tanta tralha, quando a cura para este mal pode ser um doce beijo?
Ah, e não vos esqueceis do padre cura, é outro tipo de cura no meio desta salada russa.
E, como estou ligeiramente ébrio, caguei, não desenvolvo mais o tema e irei repescá-lo mais tarde...

20070131

~~~~\\\~~~~~~

O QUE DIZ MOLERO

Vi ontem a peça O que diz Molero, no Teatro Nacional DMaria II. Gostei. Não me apetece escrever mais do que isto... Hoje fico pelas mensagens sintéticas e telegráficas. Stop.

Fica o site : http://www.teatro-dmaria.pt

\\~~~~~çç----.........

LIÇÃO DE CHRISTO 

À sari:

Christo é o nome comummente usado para referir uma dupla de artistas formado por Christo e Jeanne-Claude (homem e mulher) imediatamente reconhecidos e identificados por envolverem edifícios e construções com tecidos, telas, etc... como podes ver diversos exemplos na galeria de fotos do site que pus abaixo.

Os artistas repudiam etiquetas e estilos, mas aproximam-se mais da Environmental Art do que da Land Art e não se consideram artistas conceptuais.

Este é o sítio : 

20070130

[] [ ] [  ]

CHAMAREI A ESTE QUARTO : THE FACTORY 

Tomem este como um devaneio de escriba matinal 

(foi escrito pela matina, bem de madrugada)
ainda não desperto pelo suave néctar que o oleia e o faz funcionar:
esse combustível carburante com cafeína que tomo amiúde
e sem o qual, ou melhor, com o qual consigo criar algo levemente aproveitável!
Como Victor Hugo dos Les Miserables, funciono a café!

CHAMAREI A ESTE QUARTO : THE FACTORY

E ao sétimo dia de preparar o novo quarto, parei e disse : vou xonar!

Mas ainda com uma sobra de instinto criativo
Decidi chamar a este quarto the factory
E a sugestão do nome surge porque:
é um manifesto de querer
é uma ideia de um porvir de criatividade
é um desejo de produção contínua como a homónima do Warhol
é um querer torná-lo uma fábrica de rabiscos,
uma indústria de projectos em execução,
de ideias em ebulição,
de ideais em agitação,
de desenhos em efervescência,
de textos por/em catarse desmedida e continuada,
(e por vezes desregulada, mas cadenciada)
de um potente detonador de arte calcada e talvez recalcada
e de torná-lo num coito não interrompido de produção em série de objectos em crescendo de perfeição, vontade e satisfação!

~~~~~Ç^^^^^^^^^~~

CARTA RÁPIDA A UMA CARA METADE 

Este querer é diferente desse gostar
Esta cara quer-te como metade 

e não sente já essa cara como querendo esta como metade

º´º´º´ºººººººººººº

segue agora o já há muito aguardado :

POEMA DO INDICADOR
POEM OF THE INDICATOR




tento digitar termos ternos sobre o nosso indicador
enquanto o pouso sobre a testa a meditar
pressionando suavemente sobre as têmporas
a ver se me extraio algo pelo seu leve massajar

escrevo o título primeiro 
(o sempre mais fácil e arranque do texto) 

o resto vai caindo e escorregando pelos dedos e pelo próprio indicador
transispirando qualidades
enquanto o aponto sobre o monitor
acompanhando as mesmas linhas que agora componho

começo...

o indicador indica
o indicador aponta
o indicador serve de base e coluna para a cabeça,
enquanto medito como “O Pensador” de Rodin
o indicador equilibra a mão, que cairia sem o ter como âncora
o indicador é um de cinco, mas não compreendo em que lugar surge no pódio
o indicador é comprido e imponente
o indicador é nosso e temos que o amar
se nos dói, deixa doer, dói porque nos pertence
se nos incha, deixa inchar, o inchaço faz parte de o ter

(tento acertar, apenas com este dedo, nas teclas deste teclado
enumerando atributos e excelências desta nossa terminação tentacular)

assim se chama indicador ao indicador porque é o que melhor serve na mão
para zurzir quem nos irrita
para acarinhar quem nos excita
para indicar caminhos e atalhos
para fazer de arma e assustar
para acompanhar a dança com o corpo
para desenhar círculos no ar
para descrever o voar dum pássaro ou insecto
para chegar ao inatingível das costas

(o indicamento prossegue recordando parcerias)

com o polegar temos um revólver
faz equipa com o médio e temos um v de vitória - ou um desaforo very british
com o mindinho componho uns cornos
e com todos juntos - mindinho, anelar, médio, indicador e polegar
temos A mão

doei indicações, indiquei andamentos
atribuí-lhe excelências esquecidas
recordei atribuições imediatas
mas muito haveria ainda por dizer
só que tenho que descansar o indicador
pô-lo de molho e aconchegá-lo
afinal, bem preciso dele para me sentir completo
e se cansado estivesse não o teria perfeito como o tenho.

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Desenho - apontamento de 2003/4?

20070129

9090''=?=?=?=?)=)

HILARIOUS 2 

O que está afixado pelo lado de dentro da porta da casa de banho comunitária da minha república de lx : 

"ballance's law of relativity:
how long a minute is depends on wich side of the bathroom door you're on!"

~\Ç~\

HILARIOUS 1 

nick duma amiga do msn : 

"calorias são pequenos animais que vivem nos roupeiros e que durante a noite apertam a roupa das pessoas."

0'990'85~~~

AH E TAL 

ah, e já me esquecia : abafaditos nas primas do bairro, feira da ladra imperdível no campo de santa clara às terças e sábados e o mercado biológico no príncipe real aos sábados das 8 até às 14h.

º\´º´\º´\º´\º´\º´\º´\

NOOBAI

local onde estar num fim de tarde soalheiro (não solarengo) : noobai, no miradouro de santa catarina, vulgo adamastor.

nota: experimentem a tosta de queijo de cabra acompanhando-a com um sumo de ananás com hortelã. perfecto! e têm também o chá de gengibre.

a visitar sem falta pois precisa urgentemente de ser dinamizado : MNAC, museu nacional de arte contemporânea, museu do chiado

visitar a fabulosa e quase esquizofrénica casa do alentejo na rua das portas de santo antão. átrio neo-árabe encimada por um salão de baile neo-barroco com um palco típico do teatro à italiana com tasca alentejana apensa! salas e salas a discorrer estilos e surpresas! fantástica!

e depois bebam uma ginginha numa das duas casas que a servem deliciosa na rua das portas de santo antão.

20070128

ªªªª```´º´º´º´º´º´º´º´

CATARSE MILIMÉTRICA 

este ideal de vida : 

nunca chegar a um ponto em que já se consegue vislumbrar todo o resto da nossa vida, e imaginar-nos com cinquenta ou sessenta anos e a fazer o mesmo...

será algo como anti-conform society

20070123

º´´º´ºº´º´

MIL FOLHAS 

no suplemento mil folhas do público desta passada sexta saiu uma referência ao Laboratório Chimico da Universidade de Coimbra com texto crítico de Ana Tostões e Jorge Figueira (Ou Bandeirinha - não me recordo, não tenho aqui o documento).

o Lab Chi da Universidade de Coimbra é uma remodelação conjunta do Atelier do Corvo (Carlos Antunes e Désirée Pedro) com João Mendes Ribeiro e que contou com a participação de moi même.

~~~~ÇÇÇÇÇÇÇ

JANELAS SOLITÁRIAS 

tenho que fotografar estas janelas soltas de lisboa
com velhotas de cara solitária sempre dependuradas
horas a fio contando pessoas numa contagem decrescente terminável

\\\´´´´´´´´

NÃO UM POEMA 

às vezes sou um alemão chamado Ruben
filho de pai venezuelano e de mãe alemã
sou uma mescla de nacionalidades e estudo medicina

bipolaridade? heterónimo? pseudónimo? 

não, é só o gajo com quem partilho casa e que usa a minha net from time to time

20070116

~\ç~ç\~\çç~\ç~\~ç\

CATARSE 4 DO 1 

de filmes que tenho visto :

APOCALYPTO, boring!
BODY RICE, razoável, o melhor é o alinhamento musical
BABEL, gostei!

20070108

#$#$$#$#"#""#"#

MANIFESTO LIGAR OS PONTOS 

Ideias há que soam tão belas da primeira vez que são imaginadas, e enquanto quentes na mente onde foram concebidas continuam a parecer belos ideais. Com o tempo algumas esmorecem ou quando materializadas perdem a sua força, empalidece o seu anterior estado místico e idealista. Ao passar a uma folha de papel, e deve-se fazê-lo imediatamente, separa-se o trigo do joio, ou seja, as ideias belas e esplêndidas das idiotas e simplórias, ou ainda, os pensamentos arrebatadores e praticáveis dos acometimentos imaterializáveis.

Esta pareceu-me uma boa ideia. Todos nós ligamos os pontos quando pequenos, é um exercício de destreza necessário. Agora ligamos os pontos entre locais e obras em adultos como forma de nos cultivarmos e crescermos um pouco mais. No entretanto aprendemos. Na tarefa básica de ligar os pontos A e B e outros por linhas desenhadas com hesitação, agora ligam-se A e B e outros C e D por carro e com o objectivo mais sólido de ver, ouvir, tocar, cheirar e saborear - usar os sentidos para percepcionar completamente a arquitectura.

Sou de matéria orgânica, aquela última é realizada por nós, arquitectos e é inorgânica, inerte, mas nem sempre estática e está continuamente em mutação. É importante percepcionar todas essas mudanças impressas sobre a paisagem urbana, acompanhar a gestação dos projectos e o resultado final e contactar sempre com mais obras, cidades e projectistas.

Daí que ‘Ligar os Pontos’ seja uma ideia que vai de encontro à necessidade básica de viajar de um arquitecto em formação permanente. Ligando os pontos de um tema, de uma obra, de um percurso e de um arquitecto, e compilando-os em livro de texto ou de imagens ou de ambos, aprendem-se e traçam-se novos caminhos para a evolução enquanto projectista.

Esta publicação de autor pretende ser mais uma experiência visual do que uma presunção crítica, até porque não me valorizo tanto.

Esta ideia surgiu primeiro em PT, e foi uma das poucas entre muitas que não perdeu nada na materialização. De pensada em PT, a ideia foi dada à luz em BCN e foi finalmente formatado o texto em CBR. Os primeiros nomes perfilados como material para ligar os pontos foram, por esta ordem: Távora, Siza, Souto e Mendes Ribeiro em PT e, numa natural passagem entre qualidade de trabalho e relevância contemporânea: Badia, Coderch e Ferrater, de BCN e Baeza, de MAD.

As restantes figuras portuguesas ficam de molho e serão retratadas e vistas oportunamente. As espanholas perfilam-se desde já e começam após os quatro arquitectos portugueses seleccionados.

Gostaria sobretudo de partilhar múltiplas experiências como a de Távora perante Taliesin, porque aspiro sobretudo a ser arquitecto-artista e a arte é emoção. Aqui quero passar essa emotividade sentida perante a obra visitada e partilhar viagens e pontos de vista pretendidos.

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Escrito em Barcelona, Janeiro de 2004

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MANIFESTO PROJECTOS CONCEPTUAIS 

É simplesmente propor sem chão. Sem os condicionamentos ‘castradores’ de pendentes e declives, sem considerar a topografia, ou considerá-la inexistente, rala ou nula – projectar sobre um plano, ou ainda, criar um relevo próprio como é objecto recorrente de diversos ateliers actuais, como os Foreign Office Architects, para citar um dos mais conhecidos. É uma versão pequeno-utópica da proposta virtual, objecto de diversos concursos actuais, em que se pede para propor edifícios situando-os em terrenos imaginários ou em existentes, mas à escolha do projectista.

Nesta ideia o que conta é o cliente (que poderá também ser criado) e as suas expectativas. O resto, seja envolvente e declives, é irrelevante. Cria-se um objecto para preencher um sonho, mas o próprio projecto é um sonho, pois não poderá ser materializado totalmente, não sem as respectivas alterações de adaptação ao terreno.

Numa inversão do processo normal de desenho em que surge a construção após o contacto com o cliente, aqui pode surgir primeiro o projecto e só depois o cliente, podendo este ser imaginado de maneira a ser aquela a habitação que lhe sirva.

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EXPLORAÇÃO URBANA

Estão lançadas as bases para a formação do grupo de exploração urbana de Coimbra, içadas as bases e reunidas as vontades, faltam alguns detalhes para começar então, verdadeiramente a exploração urbana. Nome do grupo, lista de objectivos urbanos e formatação destes em suporte fixo e manuseável.

Nome: Entre_CBR

Com siglas é mais fácil a identificação. E com o Entre como prefixo, passa a ideia de convite a visitar estes locais, de entrar em Coimbra sob um guia alternativo oposto ao vendido aos turistas de 2 dias: o de uma Coimbra sólida, perene e “limpa”, sempre existente.

Objectivos urbanos em Coimbra: compilar lista dos locais a intervencionar.

Porque se trata de uma intervenção sobre a ruína/ edifício visitado; se bem que fisicamente passiva em oposição aos happenings autênticos em que a intervenção é vista e sentida e em que existe um devassamento físico do espaço envolvente. Ao retratar e capturar em fotos este património intervém-se fugazmente mas o resultado pretende-se eterno: o explorador e a sua experiência violatória são o próprio acontecimento, a intervenção prolonga-se ainda depois nos artefactos recuperados e trazidos à luz do conhecimento, objectos salvos da decrepitude a que foram abandonados e pelas fotografias tiradas e pelos filmes feitos, que se espera tenham um efeito prolongado não só para os exploradores mas para outros!

Formatação dos objectos intervencionados: reunião dos edifícios revisitados

Será sempre o objectivo final a publicação seja sobre a forma de revista, de catálogo, de guia, de livro, CD ROM ou exposição, documentando uma realidade decrépita, antiga e abandonada de uma Coimbra esquecida e passada, mas que importa conhecer e recuperar. Com o extra da diversão e saboroso gosto da intrusão praticada pelo grupo.

A partir de agora o grupo será designado por Entre_CBR e as actividades por exploratórias, intrusivas ou infiltratórias. Lançam-se os alicerces do grupo e o novo avanço espera-se para breve. Brevemente.

20070104

ª`|ª`^^~~~

CATARSE 3 DO 1 

Ontem.
Noite no Bicaense, no Bairro e no Adamastor.
Cerveja, cigarros e charros.
Boa companhia, diversos amigos e amigas.
Uma noite das antigas, portanto.

Mensagem telegráfica a adjectivar uma noite assim: perfeita.

Ah, e depois na volta pela Radial de Benfica muita atenção aos radares flashantes!

~~~~çç~\\\

CATARSE 2 DO 1 

Ainda a merda dos pais natal e para terminar : caiu um ficaram sete, suponho que irão secar e morrer e cair aos poucos que nem folhas secas de uma árvore caduca. Inté...

John Coltrane, Blue Train para acalmar as hostes que estão aqui desvairadas! Traduzco: estes neurónios estão em baixo!

20070103

\\\\\\\\\\\~\\\\\\\

CATARSE 1 DO 1 

Estou zen, que é o mesmo que dizer que estou com a lontra, que estou nos braços de morfeu, que não posso com uma gata pelo rabo ou sei lá... In the meantime ponho a rodar Groove Armada e o seu Goobye Country (Hello Nightclub) com uma minhas faixas preferidas : My Friend enquanto faço horas extraordinárias que serão cobradas a peso de ouro. 

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Foto - viagem a Constância, algures em 2006

20061220

-.

CATARSE 11 DO 2

Hoje estou em desaceleração para férias, para embarcar já amanhã em ritmo acelerado de trabalho de férias. Bizarro, não? Também assim o encaro. Adiante, que o significativo é que este ritmo ao ralenti tem-me permitido postar mais do que poderia em dias normais e hoje a catarse até é mais dilatada do que habitual.

Assisti ontem por acidente ao filme Lost in Translation, porque o que queria ver realmente era o CSI Nova Iorque em dose dupla como é costume... Esperava pacientemente pelo CSINY, refastelado no sofá, quando apanhei com aquela truculenta série vendida como vida real (Jura) e que coloquei em modo mute enquanto o cigarro viajava entre a mão e a boca, intercaladamente, olhando os gestos das figurinhas na pantalha.

Chegou o filme da Sofia Coppola, lindo de fotografia e envolvente, mas perturbante – bastante para mim neste agora, mas bem menos do que o Virgin Suicides – pelo que é tratado a nível de sentimentos, de traições, de conformismo em relações e de rotinas...

Tenho esta questão que não é de ontem, mas que ontem aflorou novamente e forte, depois de uma série e de um filme onde é tratada de forma tão imediata e tão frontal a rapidez de mudança de parceiros e de deslocalização de paixões...

Serei o último romântico do mundo ao imaginar que existem relações tão puras e tão empáticas que possam durar em perfeição dezenas e dezenas de anos? E será realmente possível algo assim estável, duradouro e sempre fresco?

20061218

Ç~Ç~~ÇÇ~Ç~

MEMÓRIA 3 DO 12 

A FUGA DE WANG FÔ

Assisti no Palco Oriental, ao Beato, convidado, à peça A Fuga de Wang Fô, sobre texto de Marguerite Yourcenar, ideia e representação de Joana Pupo. Achei lindíssima a interpretação baseada na eficiente expressão corporal e facial da actriz e em dois objectos (baús) que se tornavam sucessivamente em casa, corpo morto, paisagem, quadro, quarto, cama e lugar de pensamentos e confidências. Ah, e mala de viagem.

--..............

MEMÓRIA 2 DO 12 

PLUS OU MOINS L'INFINI

A companhia francesa Companhia 111 apresentou uma proposta de novo circo que me surpreendeu imenso; totalmente diferente do que conhecia pelos Cirque du Soleil e dos (talvez) novo circo Mayumana e Fura dels Baus. Estes são puro espectáculo de luz, som e pirotecnia, os primeiros mantêm a ligação umbilical ao circo clássico; já estes franceses são inovadores e tecnologicamente depurados sem perderem a comicidade e a desenvoltura física própria do circo. Fantástico. Voltem. Eu cá os verei outra vez.

..,,

CATARSE 9 DO 12 

No leitor cai e gira The Science of Things dos Bush; rocalhão de que já sentia a falta: tocam riffs de guitarra e agita-se a voz aveludada de Gavin Rossdale. Entretanto, já cheguei a algumas conclusões em relação à minha vida e decidi-me enveredar pelo meu caminho: yellow brick road de eleição pelo meio do emaranhado de caminhos inacessíveis. Caminharei sozinho. Não devia ser sempre assim?

20061216

ç~ç~ç~ç~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~

CATARSE 8 DO 12 

Revolução! Clonagem de supetão! Multiplicação milagrosa! Conto agora oito, oito pais natal! A saga continua, conseguir-se-á chegar às duas dezenas antes do 25?

Novo exercício a la Alta Fidelidade, as minhas 5 melhores músicas: 

1 Something in the Way, Nirvana
2 Love Street, The Doors
3 The Unforgiven, Metallica
4 Always With Me, Always With You, Joe Satriani
5 Capitão Romance, Ornatos Violeta

Hoje, no Palco Oriental ao Beato, entra em cena a peça A Fuga de Wang Fô, sobre texto de Marguerite Yourcenar.

20061215

ç~\~\ç

CATARSE 7 DO 12 

Ouço Mezzanine dos Massive. Faço um exercício à Alta Fidelidade - aponto uma (possível) selecção imediata dos meus cinco melhores álbuns de sempre:

1 Mezzanine, Massive Attack
2 The Doors, The Doors
3 Maxinquaye, Tricky
4 Dig Your Own Hole, Chemical Brothers
5 Kind of Blue, Miles Davis

0'0'0'90'

CATARSE 6 DO 12 

Conto já seis pais natal a empreender a eterna subida até ao topo deste prédio à minha frente. Embrulho o meu cigarro de enrolar atando-o com a minha própria saliva com uma dedicação de mãe. Ponho-o na boca travando o fumo dentro de mim. Conforto-me.

20061213

')~

DECÃO

Grande dia de cão:

1 entorse no pé, que pensei que nunca teria na vida e deu para descobrir que a assistência médica aos 700 mil habitantes da área de Amadora-Sintra é uma perfeita merda!

2 duplo furo no carro, que me dá direito a um gasto de pelo menos 400 eurico. Prendinha no sapatinho!

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BLOQUEIA

Bloqueia neste fim de tarde este portátil de merda em que trabalho acerrimamente! Reinicio e coloco a pinchar Special Cases dos Massive! Tenho que sacar Lionel Ritchie e Tenacious D.

Falta-me ver a expo do Gonçalo Byrne, será aquela que está no CCB? Sei que ainda permanece aí a Habitar Portugal... Ainda no edifício do Vittorio Gregotti e Manuel Salgado vou ver hoje o espectáculo de Novo Circo da Companhia 111 : Plus ou Moins L' Infini.

No FDS passado vi as expos na Gulbenkian CAMJAP : 

1 Pedro Cabrita Reis
2 Fernando Calhau
3 Book Cell Project, Matej Krén 
4 Amadeo de Souza Cardoso

1 Falta algo à instalação do Cabrita Reis, será o desligar aparente do espaço envolvente? Já lhe vi instalações bem mais conseguidas e o certo é que a minha preferida continua a ser a instalada no Pátio da Inquisição em Coimbra. 

2 Fantásticos estudos e gráfico-evoluções de FCalhau. O fim é o melhor, com desenhos que se nos aparentam massacrar o papel e são ilusões puras. Pronto, eu gosto sempre de desenhos e de experimentação. Encontrei similaridades com Antoni Tàpies, a nível de simbologia - semiologia. 

3 Surpreende no momento da vertigem. Será um crime literário amarrar e perfurar tantos livros por atacado? 

4 Fui a ver Amadeo - essa máquina de pintar do início do século passado - num domingo. Apanhei com uma avalanche de gente curiosa em tragar arte, o que me contenta; atrapalham-me é a visão sobre os quadros; dão-me encontrões quando quero parar e falam quando pretendo apenas contemplar. Acha, arte gratuita equivale a moles de gente em corropio.

Sobre a expo tenho a dizer que detestei que não existissem informações adicionais sobre os quadros e sobre o percurso do artista; que pelo meio tenham atirado obras de outros artistas - que, embora encontre paralelismo na linguagem e cronologia , atrapalham a escorreita percepção da pesquisa de Amadeo; que não exista um percurso ou percursos de exposição definidos, mas sim um emaranhado de divisórias dispostas ao calha que nem possibilitam criar um próprio caminho e ainda o diminuto espaço de circulação que entope num Domingo como este.

Dr Divago

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Foto - de Shanghai, Setembro 2011